Brasil

Avião da FAB resgata brasileiros em ilha do Caribe atingida por furacão

Aeronave pousou em Brasília por volta de 1h30min desta quarta-feira. A bordo sete brasileiros, quatro holandeses, dois venezuelanos e um americano

Aeronave pousou em Brasília por volta de 1h30min desta quarta-feira. A bordo sete brasileiros, quatro holandeses, dois venezuelanos e um americano

A Força Aérea Brasileira (FAB) resgatou 14 pessoas na ilha de São Martinho, no Caribe, que ficou destruída após a passagem do furacão Irma no último dia 6. Era por volta de 1h30 desta quarta-feira (13) quando a aeronave pousou em Brasília trazendo a bordo sete brasileiros, quatro holandeses, dois venezuelanos e um americano que não haviam conseguido deixar a ilha.

Segundo o Itamaraty, cerca de 32 brasileiros estavam na ilha, além de 22 em Tortola e 11 em Turcas e Caicos. As três ilhas foram praticamente destruídas após a passagem do furacão. O órgão brasileiro está em contato com as Embaixadas do Brasil na França, nos Países Baixos e no Reino Unido para pedir ajuda a esses países no resgate de todos os brasileiros.

De acordo com um dos resgatados, o paulista Ricardo Passarelli, residente na ilha há mais de um ano, 95% do local ficou destruído. Ele conta que, nos primeiros dias, só aeronaves militares eram autorizadas a descer no aeroporto da ilha, que possui em torno de 95 mil habitantes. Como o saguão foi destruído, foram montadas tendas para que as pessoas pudessem esperar pelo próximo voo. “Eu estava em um quarto de hotel equipado com um bunker [abrigo] subterrâneo e, mesmo assim, entrou água até as canelas. O teto da casa em que eu morava não existe mais. Onde o furacão passou, derrubou tudo”, conta Ricardo.

Segundo outro brasileiro, o paranaense Helton Laufer, que morava em São Martinho há nove meses, ele era um dos poucos moradores da ilha que tinha acesso a sistemas de comunicação, sendo o elo entre quem precisava de ajuda e o Itamaraty. Ele explica que apesar dos avisos das autoridades locais, muitas pessoas acharam que o furacão não causaria tantos estragos e optaram por não evacuar a ilha. “O brasileiro não tem experiência com esses fenômenos. Pensamos que se todos estavam ficando na ilha, poderíamos ficar também. Se soubéssemos o quão forte seria, teríamos ido embora antes”, diz Helton.

Na ilha, as operações comerciais no aeroporto estão sendo retomadas aos poucos, mas não há voos para o Brasil e, mesmo aqueles para outros países, partem lotados.

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Fonte: Correio Braziliense