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Meio Ambiente

 
03nov
03/11/11 - 09:58
Em:
Por: adminvg

Poluição do ar x Qualidade de Vida

“E formou o SENHOR Deus o homem do pó da terra, e soprou em suas narinas o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente.” – Genesis 2.7

Assim começa a história da humanidade. Uma ação de Deus tão emblemática que nos revela a importância do elemento mais indispensável à vida: o ar.

Paremos para pensar. Quanto tempo conseguiríamos sobreviver sem ar? Podemos ficar alguns dias sem comer e até algumas horas sem beber água. Contudo, mesmo para aqueles que treinam apneia, não é possível suportar mais do que poucos minutos sem o precioso ar. O mesmo acontece com as plantas e com os animais. Porém, tão importante quanto o respirar, é a qualidade do ar que se respira. E como está o nosso ar?

Segundo levantamento recente da OMS (Organização Mundial de Saúde), divulgado em 26 de setembro de 2011, pelo menos 2 milhões de pessoas morrem no mundo devido à má qualidade do ar causada pela poluição. A pesquisa analisou dados de 1.100 cidades, de 91 países, com mais de 100 mil habitantes. Segundo especialistas, a contaminação do ar pode levar a problemas cardíacos e respiratórios, como câncer pulmonar e até a morte prematura de fetos que são muito sensíveis aos efeitos de gases tóxicos.

A constatação mais surpreendente da pesquisa é que a região do Rio de Janeiro é a mais poluída do Brasil, com índices ainda piores do que a Região Metropolitana de São Paulo.

Quem tem filhos pequenos sabe. Basta passar um dia numa emergência pediátrica para perceber que a maioria das crianças atendidas na faixa de 0 à 5 anos sofre ou já sofreu algum tipo de infecção das vias respiratórias, como sinusite, bronquiolite, asma, rinite, pneumonia, etc.

Assim como as crianças, os idosos são também bastante suscetíveis a doenças respiratórias provocadas pela poluição, principalmente quando há mudanças bruscas de temperatura. Isto ocorre porque a massa de ar frio dificulta a corrente de ventos e faz precipitar o material particulado da atmosfera, ocasionando um aumento significativo para os casos de infecções das vias respiratórias.

Mas o que ocasiona a poluição do ar? É, em maior parte, o resultado da ação humana em introduzir produtos químicos e tóxicos no ambiente. O problema é antigo e complexo. Desde a metade do século XVIII, com a Revolução Industrial, cresceu significativamente a poluição do ar. A queima do carvão mineral (fonte de energia para as máquinas da época) jogava na atmosfera, toneladas de poluentes. A partir deste momento, o homem teve que conviver com o ar poluído e com todos os danos advindos deste “progresso” tecnológico.

Atualmente, a poluição gerada nos centros urbanos é resultado principalmente da queima dos combustíveis fósseis como, por exemplo, carvões minerais, e derivados do petróleo (gasolina e diesel), liberados por escapamento dos milhões de carros, caminhões e ônibus que circulam diariamente nas áreas urbanas, além das indústrias petroquímicas e siderúrgicas, entre outras, responsáveis por emitir grande parte dos gases tóxicos e tantas outras importantes fontes poluidoras do ar, como por exemplo: queima do lixo a céu aberto, incêndios florestais, atividades do setor agropecuário, etc.

Mas o que tem sido feito para combater a poluição do ar? Desde a década de 80, as nações mais desenvolvidas do mundo tem se reunido para discutir o problema e tentar encontrar meios de controle das emissões dos gases poluentes na atmosfera. Porém é importante dizer que esse movimento só teve início porque a sociedade, com uma maior conscientização sobre os impactos provocados pela poluição ao meio ambiente e à própria saúde, começou a imprimir pressão sobre os governos cobrando ações.

Um marco dessa mobilização iniciada pela sociedade é o Protocolo de Kioto, lançado em 1997, pela ONU (Organização das Nações Unidas), é um tratado que obriga legalmente a todas as nações industrializadas a estabelecer metas para diminuir em 5, 2%, entre 2008 e 2012, o lançamento dos gases estufa na atmosfera.

A boa notícia é que em função dessas metas, diversos setores da indústria tem recebido do governo investimento na área de pesquisas para viabilizar a utilização de energia limpa e de fontes renováveis, incentivos para reduzirem suas emissões, repensarem processos produtivos a fim de torná-los menos poluentes, etc. Outra importante iniciativa é o investimento em transporte em massa que é uma solução não só para melhorar a qualidade do ar, como também a qualidade de vida da população em geral.

E nós, cidadãos comuns, somos apenas vítimas ou também vilões? Vamos entender como estamos inseridos nesse contexto. Os problemas da poluição do ar estão intimamente ligados ao padrão de cadeia de consumo da sociedade moderna. Tudo que somos “convidados” diariamente a consumir, em sua maioria são produtos industrializados, fabricados com compostos químicos, que durante o processo de fabricação produzem tóxicos, emitem gases, consomem energia, geram poluição e mesmo após o uso, quando descartados, ao serem depositados em lixões ou aterros continuam gerando poluição do ar, devido à liberação de gases e metais durante o processo de decomposição.

Outro problema são os hábitos diários.  A praticidade a qual nos acostumamos, como por exemplo, utilizar o carro para resolver tudo, desde o supermercado, a padaria, a escola do filho até longas viagens, sem falar na falta de manutenção adequada dos veículos contribuem e muito para agravar o problema da poluição do ar.

Fica então a reflexão. Precisamos rever nossos conceitos. Somente a partir da informação e conscientização será possível mudar hábitos pessoais e então cobrar das autoridades ações para melhora na qualidade do ar.

Nosso criador, além do fôlego de vida concedeu-nos inteligência e livre arbítrio. Usemos esses atributos para fazermos boas escolhas em favor da boa qualidade do ar e da vida.

 

Ana Cristina Ferreira de Moura

Gestora de Recursos Humanos e de Meio Ambiente

 
05out
05/10/11 - 10:56
Em:
Por: adminvg

Poluição da água – Não seja um entulhador de poços

“E todos os poços, que os servos de seu pai tinham cavado nos dias de seu pai Abraão, os filisteus entulharam e encheram de terra.” Gênesis 26:15

Ao ler este texto, fico imaginando como Isac deve ter se sentido ao ver a obra de seu pai destruída, degradada. Era um tempo de fome na terra quando Deus apareceu a Isac  prometendo abençoá-lo e mandou-o habitar em Gerar. Quando lá chegou, deparou-se com os poços que os servos de seu pai haviam cavado, quando este ainda era vivo, entulhados, destruídos pelos Filisteus.

Num tempo de fome (escassez), muito mais do que em qualquer tempo a água se torna imprescindível para atendimento das necessidades básicas do homem, como: beber, cozinhar, manter a saúde e higiene, dar de beber aos animais, etc.  Isac era um próspero Patriarca e nesta condição muitos  dependiam de sua visão, iniciativa e direcionamento.

E qual foi a visão, iniciativa e direcionamento de Isac? Diz o texto bíblico, no versículo 18 do mesmo capítulo: “E tornou Isac, e cavou os poços d’água…”, ele recuperou/conservou a obra de seu pai para suprir as necessidades de seu povo.

Mas o que isto tem a ver com o Meio Ambiente e o que podemos aprender?

Para início de conversa, no que diz respeito à água, é importante dizer que nós brasileiros somos realmente afortunados, pois apesar das “facilidades” dos tempos atuais para acesso a esse recurso, como vimos no post anterior, diferente de nós muitos povos em paízes situados em regiões extremamente secas, migram de suas terras em busca de fontes de água. Segundo a ONU (Organização das Nações Unidas) cerca de 1,1 bilhões de pessoas em todo o mundo já não têm acesso a água potável e estima-se que dois milhões de crianças morrem todos os anos pela falta dela ou de saneamento básico.

Se considerarmos todo o planeta, veremos que a distribuição de água na natureza é desequilibrada entre as várias regiões. Ao contrário de alguns países que sofrem com a falta d’água, o Brasil é o grande reservatório de água do mundo pois  tem a maior reserva de águas superficiais do planeta. Cerca de 11% da água potável existente em todo o globo estão em território nacional. Mas essa água também é mal distribuída, 80% concentram-se na Amazônia, onde vivem apenas 5 % dos habitantes do país; os 20% restantes abastece 95% dos brasileiros.

Entretanto, nosso principal problema em relação à água além do mau uso e distribuição ineficiente, é a poluição. Principalmente nos grandes centros urbanos, o crescimento desordenado, a falta de infra-estrutura das cidades para coletar e tratar os esgotos domésticos e efluentes industriais gerados, que acabam sendo lançados sem tratamento nos corpos d’água, a má disposição e tratamento inadequado do lixo urbano que na maioria dos municípios ainda são depositados em lixões ou próximos a cursos d’água (córregos, rios, etc), entre tantas outras atividades humanas sem planejamento tem gerado um nível de poluição da água nunca antes visto. Some-se a isso o baixo investimento em  políticas públicas voltadas para educação e conscientização da população e a fiscalização ineficaz agravam ainda mais o problema.

E nós cidadãos, poluimos a água? A resposta é sim. Basta ver o que acontece nos dias de chuva forte. As áreas urbanas são rapidamente alagadas não só por conta de tudo o que já foi apontado anteriormente mas principalmente por causa do “inofensivo” lixo jogado pelas pessoas nas ruas, como: embalagens plásticas, guimbas de cigarro, garrafas pet, papéis de bala, etc, etc, etc…

Calcula-se que 30% do lixo brasileiro fica espalhado pelas ruas das grandes cidades e não é sequer recolhido pela prefeitura. E para onde vai esse lixo? Para dentro de bueiros, causando entupimento, seguindo então para as galerias de água, córregos, lagos, rios, etc.

Outra atitude doméstica extremamente prejudicial para a preservação da água é o despejo de óleo de cozinha (vegetal) usado em pias, ralos, vasos sanitários e esgotos. Apenas 1 litro de óleo pode contaminar até 1 milhão de litros de água, além de entupir o encanamento, impermeabiliza fossas sépticas, contamina rios, lençóis freáticos, coloca em risco a vida aquática, entre outros. O ideal neste caso é armazenar o óleo numa embalagem e encaminhá-lo à reciclagem. Muitos comércios e restaurantes já funcionam como pontos de coleta deste material.

Outra situação que devemos estar atentos é com relação a troca de óleo lubrificante dos veículos. Esta deve ser feita em postos autorizados, que façam a coleta de forma correta e destinem adequadamente este material para reutilização (re-refino). Para se ter uma idéia, apenas o óleo contido no carter de um único automóvel é capaz de contaminar uma quantidade de água suficiente para suprir as necessidades de uma família de 4 pessoas durante 15 anos.

Então fica aqui a reflexão. De quem é a responsabilidade sobre o uso correto e preservação da água? Das autoridades? SIM e TAMBÉM. A realidade atual só pode ser mudada a partir de um movimento da sociedade quando esta reconhecer as suas próprias necessidades e começar agir como agente de mudança, revendo suas próprias atitudes para então cobrar do poder público ações que possam de fato fazer a diferença no que diz respeito a preservação da água a de tantos outros recursos entregues ao homem pelo Pai de toda a Criação.

Muito mais ainda nós cristãos, devemos assumir a responsabilidade e adotar uma nova postura em relação ao Meio Ambiente e entendermos que não somos chamados para ser entulhadores (poluidores) de poços, como os Filisteus e sim recuperadores e conservadores deles, assim como foi Isac.

Nós, através de Jesus fomos reconciliados com o Pai e com todas as suas obras. A água e toda a criação faz parte disso. Portanto, se você ama o Pai, preserve a água. Não seja um “entulhador de poços”!

Ana Cristina Ferreira de Moura

Gestora de Recursos Humanos e de Meio Ambiente

 
23set
23/09/11 - 04:15
Em:
Por: adminvg

Uso consciente de água: Sabendo usar não vai faltar!

“E aconteceu naquele mesmo dia que viream os servos de Isaque, e anunciaram-lhe acerca do negócio do poço, que tinham cavado, e disseram-lhe: Temos achado água.” Gn 26.32

São vários os textos bíblicos que descrevem a busca do ser humano desde a antiguidade por esse bem natural tão importante: a água. Mas o que podemos notar no texto bíblico acima é que naquele tempo e região a água não era assim tão fácil de conseguir. Diferente da praticidade que temos hoje em nosso país, com as bombas hidráulicas, encanamentos, torneiras, chuveiros e descargas, para se obter um simples cântaro de água era necessário, no mínimo, o deslocamento até o poço mais próximo, esforço físico para tirar dele a água e o transporte do recurso tão necessário no cotidiano de todos.

Isso nos leva a crer que o uso da água naquela época deveria ser bem mais consciente do que vemos nos dias atuais. A acessibilidade e praticidade que temos hoje para obtê-la, produz a falsa impressão de que  podemos esbanjar pois está aqui dentro das nossas casas, bem acessível, basta girar o registro e… aí está a água. Nesse contexto a acessibilidade alimenta o desperdício.

Parece exagero preocupar-se com isso em um planeta que tem 75% de sua superfície coberta por água. No entanto, o que muitos não sabem é que a maior parte desse volume, 97%, encontra-se nos mares e oceanos – água salgada, imprópria para o consumo humano e para a produção de alimentos. Dos 3% de água doce restante, 2% estão inacessíveis congelados em calotas e geleiras, e apenas 1% encontra-se distribuído na atmosfera, lençóis subterrâneos, lagos e rios. É desse 1% que mais de 6 bilhões de seres humanos obtêm a água que precisam para sobreviver. No entanto, parte desse 1% já está poluído por esgotos e resíduos industriais, tornando-a imprópria para o consumo.

Alguns especialistas afirmam que, se o consumo de água continuar nos níveis atuais, considerando o alto desperdício e o ritmo com o qual as principais fontes de água potável estão sendo poluídas e contaminadas por consequência da ação humana, num futuro próximo enfrentaremos sérios problemas de falta d’água. Diante dessa realidade todos nós devemos assumir uma nova forma de pensar e agir, mudando nossos hábitos e desenvolvendo formas de economizar água.

Além de colaborar com o meio ambiente, a prática da economia de água e seu consumo consciente, podem gerar uma boa economia na conta de água no final do mês. Pequenas atitudes como reduzir o volume da descarga do banheiro, fechar a torneira na hora de escovar os dentes e manter  o vaso sanitário, torneira e encanamento sem vazamentos são atitudes simples, que ajudam não só o planeta, mas também o orçamento.

Seguindo essa tendência muitas empresas e instituições tanto públicas e privadas estão substituindo seus tradicionais modelos de descargas e torneiras, por modelos ecologicamente eficientes. Esse investimento associado a campanhas de conscientização é exemplo dos esforços que estão sendo feitos para educação da população sobre a importância da água e necessidade de preservação desta como recurso essencial para o desenvolvimento humano e econômico.

Considerando a diferença de preço entre uma válvula de descarga comum e os modelos ecológicos, e que não é necessária alteração estrutural para a instalação, este é o tipo de investimento cujo retorno é percebido a médio prazo (aproximadamente 6 meses), resultando em ganhos ambientais e econômicos, levando em conta que a previsão de economia gerada com a substituição gira em torno de 40% do volume de água consumido ao mês.

Com uma boa dose de vontade e planejamento é possível levar essas alternativas para o ambiente domiciliar, ou até mesmo para nossas Igrejas, já que nós cristãos temos o compromisso de sermos exemplo de cidadão, sobretudo conscientes de nosso papel em relação aos recursos do Meio Ambiente que nos foram entregues por herança pelo Criador de todas as coisas, inclusive da água.

Ana Cristina Ferreira de Moura

Gestora de Recursos Humanos e de Meio Ambiente

 
 
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