Brasil

Eleição 2016 escancara desgosto do brasileiro com classe política

Número de votos brancos, nulos e abstenções deixa claro que o eleitor se desencantou. No Rio, não-voto superou eleitores de Freixo

Número de votos brancos, nulos e abstenções deixa claro que o eleitor se desencantou. No Rio, não-voto superou eleitores de Freixo

No Rio de Janeiro, o candidato do Psol, Marcelo Freixo, obteve menos votos do que a soma de brancos, nulos e abstenções: 40,6% ante 46,93%. Em Fortaleza, os eleitores que não optaram por nenhum dos dois candidatos poderiam também ter alterado o resultado da disputa: o atual prefeito, Roberto Cláudio (PDT), foi reeleito com 53,57% dos votos, contra 46,43% do deputado estadual Capitão Wagner (PR) – uma diferença de 90.396 dos votos. Já brancos (26.453) e nulos (83.991) somaram 110.444 votos. Em Cuiabá (MT), o número também chamou atenção: 41,03% dos eleitores não votaram. O quadro se repetiu pelo país, fazendo desta a eleição com número recorde de votos nulos, em branco e abstenções. Em 2016, o eleitor deixou clara como nunca sua insatisfação com a classe política.

Ao todo, 21,55% dos eleitores se abstiveram em todo o país, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), uma alta de 2 pontos porcentuais em relação a 2012. Em todo o país, 25,8 milhões de eleitores (78,45%) compareceram às urnas, de um total de 32,9 milhões que estavam aptos a votar. Ou seja, cerca de 7 milhões não votaram. Já a somatória de brancos e nulos até as 21h35 chegava a 16,52%. Em seis dos oito municípios do Rio de Janeiro onde houve segundo turno, os votos brancos, nulos e abstenções somaram mais eleitores do que os candidatos vitoriosos. A situação ocorreu na capital e em Niterói, São Gonçalo, Belford Roxo, Duque de Caxias e Petrópolis. As exceções foram Volta Redonda e Nova Iguaçu.

Mais cedo, o presidente do TSE, ministro Gilmar Mendes disse que índice enfraquece o processo eleitoral. “Se por um lado ele pode refletir a insatisfação da população contra a classe política, por outro enfraquece e debilita as pessoas que recebem os mandatos, especialmente na hora da tomada de decisão em um momento delicado como o atual”. E completou:  “Claro que não quero desprezar o índice de abstenção. Ele é significativo e não é difícil atribuí-lo a um certo desencanto, uma certa relutância de se ver representado no quadro político que aí está. E isto a gente houve até nos discurso dos jovens”.

No primeiro turno, em nove capitais, o número de votos brancos, nulos e de eleitores que não compareceram foi maior do que do candidato que ficou em primeiro lugar. A situação aconteceu nos dois maiores colégios eleitorais do país: São Paulo e Rio de Janeiro.

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Fonte: Veja

6 comentários

  1. Roni Pauli disse:

    Os decepcionados não votaram e permitiram que os criteriosos escolherem melhores candidatos.

  2. Juliano disse:

    Uma boa hora para se discutir o fim do voto obrigatório.

  3. Somos obrigado a votar e depois Eles dizem que nos representam.Mas o que o povo precisa e espera nunca fazem ´só roubam e destroem a esperança do povo. Chega.

  4. Frank disse:

    É tão óbvio que se não fosse obrigatório, os índices de abstenções seriam muitíssimos maiores. Brancos e nulos seriam poucos e, os chamados votos válidos, não representaria absolutamente nada. Concluo que Democracia no Brasil não existe pois, quando querem virar a mesa eles sabem como fazer.

    1. PEDRO disse:

      Concordo Frank. Aqui em Rio Branco/AC a gente ficou sem opção. Nem segundo turno teve.
      Pelo menos teve um bom balanço nacional: A esquerda mentirosa está na UTI, prestes a morrer definitivamente.

  5. André Vincent disse:

    Como disse o Ministro do STE a multa por não votar é mais barata que o preço da passagem de ônibus para ir votar. Nessa crise toda economia é bem vinda.

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