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Henrique Alves estaria sofrendo de depressão na cadeia

De mal a pior: Alves vive aos prantos ao longo do dia. Ex-ministro ainda está preso sob força de um segundo mandado

De mal a pior: Alves vive aos prantos ao longo do dia. Ex-ministro ainda está preso sob força de um segundo mandado

O estado emocional do ex-ministro e ex-presidente da Câmara dos Deputados Henrique Alves, preso em Natal, começou a preocupar gente próxima a ele. A informação é da coluna Radar de ‘Veja’.

Segundo a coluna, Henrique Alves chora copiosamente ao longo do dia e estaria extremamente deprimido. Ele sequer conseguiu se levantar da cadeira para se despedir de uma pessoa que foi vê-lo dias atrás. Alves permaneceu imóvel e chorando.

MPF recorreu de decisão de prisão domiciliar ao réu

Em fevereiro, o Ministério Público Federal (MPF) recorreu da decisão da Justiça Federal no Rio Grande do Norte que concedeu prisão domiciliar a Henrique Eduardo Alves. A ação se refere ao processo relacionado à Operação Manus, na qual ele responde por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O político, no entanto, ainda continua preso na Academia de Polícia Militar, em Natal, por conta de outro mandado, este referente à Operação Sepsis, cujo processo tramita na Justiça Federal em Brasília.

Em seu recurso, o MPF alega que a concessão da prisão domiciliar para Henrique Alves não se enquadra em nenhuma das hipóteses previstas no Código de Processo Penal e traz riscos à aplicação da lei, em decorrência da influência política que ainda possui o ex-ministro. A peça acrescenta que a decisão tomada pelo juiz da 14ª Vara Federal, Francisco Eduardo Guimarães – durante audiência no último dia 6 de fevereiro, baseou-se em “fundamentos equivocados”.

Segundo o MPF, a defesa solicitou a concessão de prisão domiciliar alegando que “as testemunhas de acusação ouvidas inocentariam ou provariam a inocência de Henrique Alves”. Para o Ministério Público Federal, este é um equívoco. “Não cabe a testemunhas, sejam de acusação, sejam de defesa, realizar juízo sobre a responsabilidade criminal ou a inocência de réus”, argumenta o órgão.

O MPF diz que foram levantadas, durante as investigações, “inúmeras” outras provas, como dados sigilosos de natureza bancária e telefônica, além de documentos: “(…) a maior parte dos fatos narrados na denúncia trata do repasse de vantagens indevidas mediante doações eleitorais oficiais da OAS, cujas provas essencialmente são documentais e decorrentes de quebra de sigilo de dados telefônicos e bancários, não se baseando em testemunhas”.

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Fonte: Veja e G1