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07/03/12 - 09:47
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Por: pauladamas

Passa de 8.500 o número de mortos após protestos na Síria, diz oposição

Mais de 8.500 pesosas, em sua maioria civis, morreram desde o início da rebelião contra o governo de Bashar al Assad na Síria, em março de 2011, anunciou o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH), nesta quinta-feira.

Entre as vítimas, cerca de 6.195 civis, assim como 2.263 soldados e membros dos serviços de segurança, entre eles 428 desertores que passaram para o lado dos rebeldes, informou o chefe do OSDH, Rami Abdel Rahman.

No fim de fevereiro, o secretário-geral adjunto da ONU, Lynn Pascoe, avaliou que a repressão havia deixado “provavelmente muito mais que 7.500 mortos” na Síria.

A repressão aos protestos continua, apesar da pressão diplomática ocidental contra o regime.

Tanques sírios bombardearam áreas da oposição em Homs na madrugada, e a Cruz Vermelha tentou pelo sexto dia entrar no distrito de Baba Amr, um ex-reduto rebelde onde ativistas relataram represálias sangrentas pelas forças de Assad.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse na véspera que era apenas uma questão de tempo para Assad deixar o cargo, descrevendo o tumulto na Síria como “doloroso e ultrajante”, mas se opôs a uma chamada de um senador norte-americano para uma ação militar de seu país para forçá-lo a sair.

Nenhuma testemunha independente teve permissão de entrar em Baba Amr desde que as tropas do governo retomaram o local na sexta-feira, depois de quatro meses de cerco, aumentando as preocupações com o destino de 4 mil civis que podem ter permanecido no distrito destruído.

Ativistas opositores locais disseram que tropas e milicianos pró-Assad que ocupam Baba Amr mataram sete homens, incluindo um menino de 10 anos, da família Berini com facas. ”Eles foram esfaqueados até a morte ontem (terça-feira). Seus corpos foram jogados em um terreno rural perto de Baba Amr”, disse Mohammed al-Homsi à agência Reuters.

A Síria impôs restrições severas à imprensa, o que impossibilita a confirmação imediata dos fatos, embora a Organização das Nações Unidas (ONU) já tenha compilado evidências de abusos que caracterizam crimes contra a humanidade.

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) afirmou que um comboio de ajuda destinado a Baba Amr aguardava permissão para entrar no bairro desde sexta-feira. “Não conseguimos ainda”, disse o porta-voz sediado em Damasco, Saleh Dabbakeh.

O mundo ainda não conseguiu interromper um ano de confrontos sangrentos desde que muitos sírios iniciaram os protestos contra Assad, o que tem se mostrado ser a maior e mais violenta das revoltas árabes contra líderes.

Na ONU, os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança e o Marrocos se reuniram nesta terça-feira para discutir o rascunho de uma resolução para exigir o fim da repressão do governo sírio aos manifestantes, um texto que alguns diplomatas ocidentais consideraram muito fraco.

De acordo com um trecho visto pela Reuters, o documento exige “acesso humanitário sem entraves” e “condena a continuação das violações generalizadas, sistemática e grave dos direitos humanos e das liberdades fundamentais por parte das autoridades sírias”.

Fonte: G1

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2 Comentários

  1. Décio Rivas disse:

    Está certo o governo sírio em reprimir esse bando de terroristas financiados por EUA, Inglaterra e Israel. E vocês caem na lorota.

  2. POrque será que nem a França, etc. não age nesse caso como o fez no caso do Egito e da Líbia!

 
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