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Ministro defende penas mais rigorosas para quem portar fuzil

Raul Jungman quer penas mais rigorosas

Raul Jungman quer penas mais rigorosas

Em encontro com o presidente do Senado, Eunício Oliveira, o ministro da Defesa, Raul Jungman, pediu nesta quinta-feira (10) agilidade na aprovação de mudanças na legislação para tornar mais rigorosas as penas para quem portar ou guardar fuzis. Eunício também já vem articulando com líderes da Casa a votação de projetos do pacote de segurança em tramitação no Senado.

No comando das operações especiais de combate ao crime organizado no Rio, que conta com tropas federais, Jungman disse que não é possível que a cidade continue sofrendo as consequências da grande quantidade de armas em poder das quadrilhas. Segundo ele, o agravamento das penas faz parte de uma outra frente de ataque na agenda de segurança pública do Congresso.

Os fuzis, disse, vêm de fora e por isso a atuação nas fronteiras está sendo reforçada por exemplo, com a Operação Ágatha, em conjunto com o Ibama e a Polícia Rodoviária Federal. Ele explicou que a PRF fecha o entorno das rodovias federais no Rio. Ele adiantou que, na próxima terça-feira, haverá uma reunião com a bancada, quando a Marinha vai apresentar seu plano de bloqueio por via marítima , além de discutir a estratégia de reforçar a vigilância dos portos das hidrovias.

“Hoje, um dos grandes problemas do Rio de Janeiro é a letalidade dos fuzis e por isso mesmo colocamos como prioridade a aprovação de uma legislação que agrave a pena para quem estiver portando fuzis ou que tenha fuzis. Porque não é possível que o Rio de Janeiro continue vivendo com essa grande quantidade de armas”, declarou Jungman.

O ministro da Defesa disse que, como há vários projetos em tramitação, a ideia é apostar no que for melhor ou fazer um substitutivo geral.

“O agravamento das penas não resolve tudo. Resolve é inteligência policial, capacidade de ter respostas, de atuar integralmente, e também a decisão do presidente Temer de que essa decisão (o Rio quer segurança e paz) vá ate 31 de dezembro de 2018. Resultados vão aparecer com o tempo”, anunciou, acrescentando que há uma promessa de reforço no orçamento da pasta em setembro.

Plenário da Câmara dos Deputados aprovou, na última terça-feira, regime de urgência para o Projeto de Lei 3376/15, que torna crime hediondo o porte ou posse ilegal de armas de fogo de uso restrito das forças policiais e militares. O projeto é do ex-senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), atual prefeito do Rio, e foi apresentado em 2014.

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Fonte: Extra

5 comentários

  1. mauro disse:

    EM UM GOV COMO ESTE QUE FECHA OS OLHOS PARA O QUE ESTA ACONTECENDO NO RIO ….
    SÓ PODEMOS TER CERTEZA QUE OS LIDERES DAS INSTITUIÇÕES TODOS ELES SÃO IDEOLOGICAMENTE COMUNISTAS,COMO ESTE MINISTRO DA DEFESA MESMO E UM COMUNISTA DA CABEÇA AOS PÉS ELE FOI COLOCADO ALI PRA BANHAR EM AGUA MORNA ISSO AI.

  2. Novaes disse:

    É evidente que a bandidagem tem suas raízes no alto escalão do Governo. Mas quem vai colocar o machado nessa raiz? Qualquer outra ação, medida, proposta, etc, etc, é o mesmo que enxugar gelo!

  3. Marcelo disse:

    Estas leis são feitas afinal pra quem?Para os bandidos obedecerem?Tenho que rir né?.Se as pessoas de bem por causa do estatuto do desarmamento não conseguem ter direito a possuir uma simples pistola em casa vão por acaso ter fuzil?.

  4. A bandidagem no Rio de Janeiro está muito grave. Até agora apesar da chegada das Forças Armadas e as Forças de Segurança, se não houver determinação seguido de sabedoria para combater esses bandidos, não vai adiantar nada, até agora os bandidos continuam assaltando.

  5. Frank Lanne disse:

    Oh, claro. Como nunca pensamos nisso?! É só votar um projeto de lei endurecendo a pena pra todo mundo que porta fuzil e assim o bandido, com medo de ser preso, não mais portará fuzil _ como se a definição mesmo de bandido não fosse o transgressor da lei. É brincar com a inteligência dos honestos!

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