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PF descarta motivação criminosa em queda de avião de Campos

Eduardo Campos morreu em Santos (SP), em 13 de agosto de 2014

Eduardo Campos morreu em Santos (SP), em 13 de agosto de 2014

Após quatro anos do acidente aéreo que matou, em Santos, o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, a Polícia Federal apontou os fatores que podem ter derrubado o avião: falha mecânica, desorientação espacial ou até mesmo o choque com um pássaro.

O relatório final, que será encaminhado ao Ministério Público, não indica de maneira conclusiva, entre as hipóteses levantadas, qual seria a mais provável. De acordo com o inquérito, pode ter ocorrido uma combinação de fatores.

Em relação a problemas mecânicos, os peritos detectaram a possibilidade de alterações no “profundor” ou no “compensador”, que ficam na cauda da aeronave.

A investigação aponta que a falha desses dois equipamentos pode acarretar uma subida ou descida acentuada do avião. Na manhã desta segunda-feira (6), o resultado da Polícia Federal foi apresentado à Família Campos. O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, também estava presente.

João Campos, filho de Eduardo Campos, falou sobre a apresentação da Polícia Federal. “A investigação está concluída. Demorou muito porque foi a melhor possível. O delegado nos apontou quatro hipóteses. Podem ter ocorrido todas ou uma combinação. Não tem como saber o que houve”, disse.

Foram produzidas mais de quatro mil páginas sobre o acidente. O irmão de Eduardo Campos, Antônio Campos, disse querer aprofundar se as possíveis falham mecânicas foram “tecnicamente preparadas”.

A investigação descarta a hipótese de sabotagem. “É preciso muita serenidade e seriedade neste momento”, declarou João Campos.

Em janeiro de 2016, a Aeronáutica atribuiu a queda à falha dos pilotos durante o pouso em condições climáticas adversas.

Segundo o Cenipa, a falta de conhecimento da aeronave e da área de pouso, além de erros de julgamento sob estresse fizeram com que os pilotos perdessem o controle da aeronave após arremeterem.

De acordo com as investigações conduzidas na época pelo tenente-coronel Raul de Souza, o comandante do voo teria ignorado as recomendações de pouso do fabricante do modelo. A família dos pilotos rebateu, em 2016, o laudo apresentado.

Eduardo Campos morreu em Santos (SP), em 13 de agosto de 2014, às 10h03, após o avião em que voava, um Cessna Citation modelo 560XLS, de prefixo PR-AFA, cair num bairro residencial.

Além do pessebista, do piloto e do co-pioloto, morreram também os assessores Pedro Valadares e Carlos Percol, o fotógrafo Alexandre Severo e o cinegrafista Marcelo Lira.

Campos tinha 49 anos e era candidato à Presidência da República pelo PSB. Após sua morte, Marina Silva, postulante a vice, assumiu a candidatura e terminou as eleições em terceiro lugar.

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Fonte: Notícias ao Minuto

2 comentários

  1. francisco disse:

    MENTIRA VERGONHOSA. O POVO BRASILEIRO EXIGE : ONDE ESTÃO OS ASSASSINOS? O POVO BRASILEIRO NÃO É IDIOTA. ESTÃO PROTEGENDO ALGUÉM. VERGONHOSA MENTIRA. AS FAMÍLIAS DAS VÍTIMAS EXIGEM RESPEITO. DEUS É MAIOR. A VERDADE SERÁ REVELADA. DEUS É MAIOR. A JUSTIÇA DIVINA NÃO TARDA NEM FALHA.DEUS É MAIOR

  2. Naldo disse:

    Quem tem habilidades técnicas para preparar a queda de um avião, também possui destreza para fazer com que tudo pareça um acidente. Mas, como no Brasil, pessoas morrem o motivo não é descoberto (Teori Zavascki, Celso Daniel, etc), nunca saberemos se de fato foi acidente ou se o avião foi derrubado.

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