
No congresso argentino, familiares de pacientes terminais comemorarem a decisão
Os parlamentares argentinos aprovaram, nesta quarta-feira, 9, a lei chamada de “morte digna”, que permite ao paciente terminal ou em estado irreversível rejeitar tratamentos médicos que possam prolongar seu sofrimento ou “vida artificial”, conectada aos aparelhos.
O texto, que já tinha sido aprovado em novembro pela Câmara dos Deputados teve aprovação por unanimidade pelos senadores.
A lei estabelece o “direito de aceitar ou rejeitar determinados tratamentos médicos”, dando a palavra final ao paciente, que deve deixar por escrito uma autorização de suspensão destes cuidados. Um familiar próximo do paciente também está habilitado a autorizar o tratamento, nos casos em que a pessoa hospitalizada não esteja consciente.
Na prática, os parlamentares modificaram a Lei sobre Direitos do Paciente.
A aprovação da lei levou familiares de pacientes terminais a comemorarem a decisão com aplausos e abraços nas galerias do Senado argentino.
Entre os que comemoravam estava Selva Herbon, que liderou uma campanha junto a políticos e órgãos públicos para que a lei fosse aprovada. Ela é mãe de uma menina de três anos, Camila, que mora num hospital de Buenos Aires e está inconsciente desde que nasceu. Em entrevista à BBC Brasil, no ano passado, ela disse que a “morte digna” se justificava para a filha, já que a bebê não tinha reflexos ou qualquer forma de reação.
“Ela não chora, não ri, não sente nada mesmo quando apenas toco sua pele. Camilla apenas cresce em uma cama de hospital e conectada a aparelhos”, disse na ocasião.
Dignidade
O texto contou com apoio de parlamentares de diferentes linhas políticas. O senador governista Aníbal Fernández, da Frente para a Vitória (FPV), disse que a lei “não vai contra nenhuma religião” e pretende “respeitar a dignidade” do paciente. Ele declarou ainda que a medida não significará a autorização da eutanásia, mas sim o direito de um paciente terminal ter, de fato, uma “morte digna”.
“O objetivo desta lei é evitar o sofrimento e respeitar a autonomia do paciente para que ele defina a sua qualidade de vida”, disse o senador José Cano (do partido opositor União Cívica Radical, UCR), presidente da Comissão de Saúde e Esporte e defensor da medida. Para ele, a lei tem “caráter humanitário”.
Polêmica
A nova legislação permite que o paciente que já deixou a sua determinação por escrito possa voltar atrás, se mudar de ideia e optar pela continuidade do tratamento. O familiar do paciente também poderá mudar de ideia, quando ele estiver inconsciente.
A nova lei adverte, porém, que “fica expressamente proibida a prática de eutanásia” e inclui que nenhum profissional de saúde será punido por atender a vontade do paciente ou da orientação dada por um familiar da pessoa internada.
O item do texto que gerou mais polêmica foi o que permite ao paciente ou ao familiar autorizado a suspensão da alimentação e nutrição através do soro. ”Sou a favor do texto, mas contra a permissão para a suspensão da hidratação e alimentação dos doentes terminais. Isto é contra a morte digna, já que provoca dor e, além disso, desrespeita as normas da Organização Mundial de Saúde”, disse a senadora Sonia Escudero.
Recentemente, duas províncias argentinas, Río Negro e Neuquén, já haviam aprovado leis similares.
Em termos nacionais, a Argentina passa a ser um dos poucos países no mundo a permitir a “morte digna”. Os outros são Holanda, Bélgica e Luxemburgo. Três Estados dos Estados Unidos também a autorizam e a medida vem sendo discutida na Grã-Bretanha e na Espanha.
O governo espanhol enviou um projeto de lei, no ano passado, ao Parlamento, onde será debatido.
Fonte: BBC Brasil
Plausível.
Se você acha que pode haver um milagre de cura num caso desses, então deveria deixar a medicina prolongar a vida vegetativa do enfermo. Mas se Deus quer curar alguém, Ele fará isso, mesmo que o enfermo peça antecipadamente para cessar os medicação se vier a fica num estado terminal. “Tudo o que O SENHOR quis, ele o fez” (Sl 135).
Morrer dignamente é saber viver. A morte se relaciona com perda do que se acumulou e angústia do sofrimento. Prolongar a vida em situações irreversíveis, artificialmente, é aumentar sofrimento da pessoa e família, só ajudando quando a família não está preparada. Causa indignação e pavor o sofrimento impingido ao doente com certos tratamentos, principalmente nos momentos terminais. Nessas horas a família entrega a Deus o destino do seu ente querido, que às vezes já suplica a Deus sua partida.
Só quem deu a vida a pode tirar e, certamente, não é a criatura, senão o Criador.
Caro Lucas, dizer que a morte é uma forma de cura não tem sentido, pra mim, amenizar a dor nesse caso é sim validar a morte. A vida é a maior dádiva de Deus ao homem, por isso cabe a Ele, somente a Ele encerrar esse ciclo. Um abraço de paz!
Lucas, esse teu argumento é refutado facilmente pelos muitos exemplos de pessoas que saíram deste estado terminal e, até hoje vive, então, meu irmão, todos podem, pela fé em Nosso Senhor Jesus, ser curado e viver, viver, viver, para dar testemunhos do poder deDeus.
Concordo com o Lucas. Duro é se a pessoa morre sem Cristo!
PO, O HERMANOS QUEREM ACABAR ,LOGO AGORA QUE O MARADONA, DISSE QUE ESTA CURADO , E NAO CHEIRA MAIS,,,,,,,
Concordo Com o Lucas Cavalcante! :)
Tudo pra maioria dos Cristãos é polêmica! Aff
Como servo de Deus e embasado na palavra de Deus, afirmo que a MORTE é também uma forma de CURA. Paulo afirma que aquele que morre em Cristo, não morre, mas vive. O paciente terminal ou paliativo, para quem já presenciou, é extremamente sofrível. Ele não está escolhendo a morte, mas sim AMENIZAÇÃO DA SUA DOR. Alguns processos terapêuticos, exames e intervenções médicas, são muito invasivas biopsicossocialmente ao paciente paliativo e tem único objetivo de “manter ar nos pulmões”. Vale a pena oq?
Como assim modalidade de matança? Não, não! Sou, antes de tudo, servo de Deus e psicólogo hospitalar e afirmo que a discussão sobre estar vivo ou não, no caso do sofrimento terminal biopsicossocial, vai além de “ter ar nos pulmões” ou não. A grande questão desta lei está relacionada a dignidade do paciente e o evitamento ou diminuição da DOR. Veja, o ser humano não sofre PELA MORTE, mas sofre pelo PROCESSO DO MORRER. A lei não está VALIDANDO A MORTE, mas sim, amenizando a dor do processo!
Mais uma modalidade de matança! Qual será a próxima classe a ser inclusa?