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Reaproximação histórica: EUA tiram Cuba da lista de terrorismo

O presidente dos EUA, Barack Obama, esteve com o presidente de Cuba, Raul Castro, no encontro na Cúpula das Américas, em abril deste ano

O presidente dos EUA, Barack Obama, esteve com o presidente de Cuba, Raul Castro, no encontro na Cúpula das Américas, em abril deste ano

Os Estados Unidos tiraram formalmente Cuba de sua lista de Estados que financiam e apoiam o terrorismo, informou o Departamento de Estado americano nesta sexta-feira (29). A retirada elimina um obstáculo na volta das relações diplomáticas entre os países.

“Embora os Estados Unidos tenham significativas preocupações e discordâncias em relação a um amplo leque de políticas e ações de Cuba, elas não incorrem nos critérios relevantes para a rescisão da designação de um Estado patrocinador de terrorismo”, afirmou o porta-voz da chancelaria americana, Jeff Rathke, em uma nota oficial.

Em dezembro de 2014, os presidentes Barack Obama e Raúl Castro anunciaram a decisão de avançar para o restabelecimento das relações diplomáticas entre os dois países, rompidas desde 1961, dois anos após a Revolução Cubana, em meio a tensão da Guerra Fria. Os dois países negociam os detalhes desta reaproximação.

Em abril, o presidente americano anunciou a intenção de retirar Cuba da lista de países que apoiam o terrorismo e enviou um informe ao Congresso ressaltando a proposta. Cuba exigia que a medida ocorresse antes de se avançar no diálogo da reaproximação diplomática entre os dois países.

Cuba era um dos quatro países que os EUA acusam de apoiar o terrorismo globlal. Os outros países na lista são Irã, Sudão e Síria.

Visita de Obama

Obama fez nesta quinta-feira uma visita surpresa à igreja Ermita da Caridade, frequentada pelos exilados cubanos em Miami, em meio à histórica aproximação entre Washington e Havana.

A visita do presidente, que estava em Miami para conhecer o Centro Nacional de Furacões (NHC, na sigla em inglês), foi um gesto à comunidade cubano-americana, afirmou a porta-voz do Conselho de Segurança Nacional (NSC, em inglês), Bernadette Meehan.

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Fonte: G1

6 comentários

  1. edmar disse:

    concordo, que o maior financiador do terrorismo sao os EUA, pois os filmes que transmitem mostram isto.
    Alem de venderem filmes e financiarem Ditaduras, vendem armas para O Brasil, e para todos os outros
    paises pobres e ricos.

  2. alerrandro disse:

    Os Castros estão a 55 anos no poder. Cuba é uma democracia? Não concordo com tudo que os EUA fazem, mas quando um governo oprime seu povo, só intervenção estrangeira!

  3. Manoel disse:

    Cada um tem sua opinião, creio diferente de alguns irmãos, pois com essa aproximação, EUA vs Cuba, é uma oportunidade de a ilha caribenha ser evangelizada, em nome de Jesus.

  4. Felipe disse:

    O Governo de Cuba é um doente moribundo que não vale a pena ser morto, pois o fantasma do comunismo ainda dá voto a muita gente que espalha teorias conspiratórias ainda em pleno ano de 2015. Melhor mesmo é deixar definhar. Fidel está velho, Raul idem. Quando morrerem, a democracia entrará na ilha.

  5. Terrorista são os USA, duas bombas atômicas sobre o Japão três meses depois do fima da 2ª guerra; invadiram o Iraque duas vezes(Bush pai e filho); jogaram agente laranja no Vietnã; invadiram o Afeganistão; mantêm vários prisioneiros sob tortura em Guantánamo; implantaram ditaduras na América do Sul.

  6. Renato T. disse:

    A Glarnost chegou a Cuba, e os EUA cairam direitinho na conversa mole dos Castros. O mesmo aconteceu com a URSS em 1923-31, quando, para manter o regime, a URSS “abriu” as ´portas para a iniciativa privada que, logo depois, fora esmagada por Stalin. Que Deus nos ajude.

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