Brasil

Taxa de divórcio atinge maior percentual em 2010, diz IBGE

Impulsionada por mudanças recentes na legislação, que retiraram exigência de prazos de separação para a dissolução do casamento, a taxa geral de divórcios atingiu em 2010 seu maior valor, 1,8 por mil habitantes.

Os dados fazem parte das Estatísticas do Registro Civil 2010, divulgadas nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O estudo traz informações sobre o número de separações e divórcios ocorridos no ano passado. De acordo com o gerente de estatísticas vitais do IBGE, Claudio Crespo, os números confirmam a consolidação da aceitação do divórcio pela sociedade brasileira e revelam a ampliação do acesso e a desburocratização dos serviços de justiça referentes ao assunto.

No ano passado, a publicação da Emenda Constitucional 66 permitiu que casais dessem entrada no divórcio sem a necessidade da separação prévia. “A supressão desses prazos facilitou a formalização das dissoluções. O que aconteceria dois anos mais tarde já pode ser realizado. Isso demonstra também que a sociedade, de um modo geral, convive hoje abertamente com a dissolução formal do casamento”, avaliou.

O levantamento aponta que houve aumento em 2010 na comparação com 2009 na taxa de divórcio em todos os estados, exceto em Roraima, no Tocantins, na Paraíba e em Mato Grosso, que repetiram o resultado do ano anterior. Em 2010, 75,2% dos divórcios ocorreram de forma consensual. Entre os não consensuais, houve equilíbrio entre os requerentes, sendo 52,2% feitos pelas mulheres. Já no caso das separações, houve consenso em 71% e entre as judiciais não consensuais a maior parte foi requerida por mulheres, em 70,5%.

O estudo revela, ainda, que houve uma certa uniformidade na distribuição dos divórcios por anos de duração do casamento, sendo os menores percentuais observados até o primeiro ano de casados, com 0,7% durante o primeiro ano e 1,8% com um ano de casamento e depois dos 28 anos de união quando o percentual chega a 1,9% e vai decrescendo. Além disso, quatro em cada dez divórcios registrados em 2010 foram de casamentos que duraram no máximo dez anos. A proporção é maior do que a observada em 2000, quando 33,3% dos divórcios eram relativos a uniões desfeitas em até uma década, e em 2005, com 31,8%.

A idade média das pessoas que se divorciaram subiu entre 2000 e 2010, passando de 41 anos para 43 anos. Entre as mulheres a diferença aumentou apenas um ano no mesmo período, sendo a idade média atual de 39 anos. Houve crescimento na proporção das dissoluções cujos casais não tinham filhos, de 30% em 2000 subiu para 40,3% em 2010. Essa tendência foi observada também entre os casais que tinham somente filhos com mais de 18 anos, de 13,3% houve um aumento para 22,3%. Já entre casais com filhos menores, houve redução relativa dos divórcios, de 52,1% diminuiu para 31,6%.

Embora as mulheres continuem sendo as responsáveis pela guarda dos filhos na maior parte dos divórcios, aumentou na última década a proporção do compartilhamento dessa atribuição. Em 2000, elas respondiam pela guarda em 89,6% dos casos e em 2010, por 87,3%. Já a guarda compartilhada entre os cônjuges subiu de 2,7% para 5,5% no mesmo período.

Entre as capitais, Salvador-BA foi a que apresentou a maior proporção de guardas concedidas a ambos os cônjuges: 46,54%. Por outro lado, Cuiabá-MT e Goiânia-GO não registraram nenhum caso de guarda compartilhada em 2010. Entre os estados, a Bahia se destacou com 17,27% cuja guarda foi compartilhada entre os dois pais. Já o Amazonas que registrou 2,2% e o Rio de Janeiro, 3,03%, obtiveram os menores percentuais. No total do país, apenas 5,6% dos filhos menores ficaram sob a guarda exclusiva dos homens.

2 comentários

  1. Adriane - Estados Unidos disse:

    As brasileiras que possuem integridade deveriam buscar homens que tem boa visao de futuro, que sejam bem orientados para o casamento, que tenham estrutura financeira para alugar ou comprar um imovel (para nao morar na casa da sogra), um homem que a ame e a valorize verdadeiramente. Um bom marido deve amar mais a esposa, acima da mae dele. O homem que ama mais a mae do que a esposa, na minha opiniao, nao sera bom marido. Homens sem vicios e que temem a Deus acima de tudo!

  2. Adriane - Estados Unidos disse:

    Na minha opiniao as mulheres brasileiras deveriam ser mais seletivas e estrategicas na hora de arrumar um marido. Se muitos homens brasileiros nao aceitam ser fieis as suas esposas, porque as mulheres brasileiras nao buscam conhecer homens de outros paises que sao bem mais orientados para o casamento? Como nos Estados Unidos, por exemplo. Homens americanos sao muito bons maridos. Alem de serem bons maridos, sao bons provedores e ajudam nas tarefas de casa. Nao chegam tarde em casa.

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