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29/06/12 - 01:39
Em:Brasil
Por: pauladamas

Tumulto e ausências marcam audiência sobre tratamento a homossexuais

Ânimos exaltados e tumulto. Esse foi o clima da audiência pública marcada para discutir projeto de lei do deputado João Campos (PSDB-GO), nesta quinta-feira (28), que pretende rever uma resolução do Conselho Federal de Psicologia (CFP) que proíbe que psicólogos emitam opiniões públicas ou tratem a homossexualidade como um transtorno.

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) se recusou a participar da audiência pública e discutir se psicólogos podem ou não tratar pacientes gays que queiram reverter sua orientação sexual. O CFP afirmou, em manifestação por escrito distribuída na audiência, que sua ausência se deveu à forma, segundo eles, “antidemocrática” de condução do debate, afirmando que a maioria dos convidados a participar da mesa eram favoráveis à suspensão da resolução.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) também não compareceu à audiência, e não mandou manifestação. “O convidado, ao se negar a comparecer, contribui para que não se estabeleça o contraditório. Quando se estabelece um espaço democrático para a discussão, fogem”, afirmou o deputado João Campos.

Durante a audiência, defensores da proposta argumentaram que a resolução é discriminatória, já que não permite que uma pessoa que queira tratar a homossexualidade busque ajuda de um profissional.

"Profissional que insistir em tratar homossexualidade sofrerá processo", afirmou presidente do CFP

“Um dos princípios básicos da ética médica é a autonomia do paciente, ele tem direito de buscar o profissional que quiser. A resolução veda que o psicólogo atenda o homossexual que queira se tratar – é como se o paciente homossexual fosse um cidadão menor. Pode ser que ele seja assim em função de violência na infância, confusões… mas ele não pode buscar tratamento”, afirmou Campos.

Já os parlamentares e manifestantes pró-resolução afirmaram que oferecer tratamento para orientação sexual é uma atitude preconceituosa. “No limiar da questão do que é tratar de alguma coisa, temos que tomar muito cuidado para não virar uma ação de discriminação. É uma questão de direitos humanos e de escolha democrática”, afirmou o deputado Ivan Valente (PSOL-SP).

Tumulto

A audiência foi marcada por intensos debates e tumulto entre os parlamentares, a psicóloga Marisa Lobo (que é alvo do Conselho Regional de Psicologia do Paraná por, segundo o órgão, associar psicologia e religião nas redes sociais) e manifestantes pró e contra a proposta.

A psicóloga, que é evangélica, afirmou ser vítima de perseguição ideológica e “cristofobia”. “Ser cristão não significa que somos alienados, ignorantes”. Ela se manifestou após os deputados Jean Wyllys (PSOL-RJ) e Erika Kokay (PT-DF) deixarem a sala por considerarem que o assunto não poderia ser debatido pela Câmara. “Eles não querem debate. Chegam, dão show e vão embora”, afirmou Marisa.

O deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ), que foi chamado por presentes de “idiota”, criticou aos gritos o governo federal por projetos como a “cartilha gay”, do Ministério da Educação. “São covardes que emboscam crianças nas escolas. Por que o Haddad não decola em São Paulo? Porque é o pai do kit gay!”, afirmou. Ele não chegou a comentar a resolução.

Outro momento crítico aconteceu quando o presidente da mesa, deputado Roberto de Lucena (PV-SP), que é pastor, mandou que fossem retirados da sala cartazes com os dizeres “Marisa Lobo, cure minha heterossexualidade”. Parte do público também foi retirada quando o manifesto do CFP começou a ser lido em coro.

‘É proibido oferecer cura da homossexualidade’

Em uma breve entrevista ao site da Folha, o presidente do CFP, Humberto Verona, disse que o profissional que insistir em tratar homossexualidade sofrerá processo ético.

Segundo Humberto Verona, a resolução está dentro do poder regulamentar do CFP, pois é da “competência do conselho fazer toda a regulamentação da profissão no Brasil”. “É proibido oferecer cura da homossexualidade”, diz presidente do CFP.

Marisa Lobo afirmou ser vítima de perseguição ideológica e “cristofobia”

‘Se for o desejo do homossexual mudar, vou ajudar’

Evangélica, a psicóloga Marisa Lobo, explicou em entrevista ao site da Folha o porque é a favor do projeto de lei do deputado João Campos (PSDB-GO).

Questionada sobre a possibilidade de tratar a homossexualidade, Marisa disse que é possível atender o sofrimento psíquico. “Eu não falo em tratamento. É possível uma pessoa buscar ajuda psicológica para mudar sua opção ou orientação”. ”Não estou tendo preconceito. Homossexual que se aceita tem mais é que ser feliz do jeito que ele escolheu, e que lhe sejam garantidos todos os direitos. Mas e esses que procuram ajuda, que não se aceitam?”, questionou a psicóloga.

Para Marisa a opção sexual não é uma escolha consciente, mas inconsciente. “Se for de livre e espontânea vontade, as pessoas têm o direito de buscar orientação para reverter. Se for o desejo dele, vou ajudá-lo”, disse.

A reportagem também a questionou se a sua religião a influenciava. “De jeito nenhum. Me converti há 12 anos, me formei há 16 e já pensava assim”, declarou Marisa.

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Fonte: Folha

 

54 Comentários

  1. Rodrigo disse:

    Mais um a vez vemos a palhaçada que vivemos, agora querem interferir na profissão dos psicólogos.
    querer interferir num possível tratamento de um homossexual que quer ter sua vida heterro de volta é uma palhaçada.Nosso páis pela lei é livre e se a pessoa quer buscar ajuda seja em qualquer área de sua vida isso só diz a respeito dela.

  2. QUINTA disse:

    Quero crer que todo desvio da normalidade, toda aberração, é causado por possessão de demônios. E nesse estado a vítima dos demônios tende a defender a ação demoníaca e arranjar argumentos para sua depravação. É por isso que Gays e Lésbicas agem como inimigos da verdade. Somente orações de intercessores poderão libertar tais pessoas dos demônios, para que tais pessoa possam crer e se converter.

  3. JOAO MARTINEZ disse:

    Qualquer pessoa é livre para buscar ajuda pisicologica, a medicina não comprovou que niquem nasce gay, gay é comportamental

  4. é no minimo um absurdo querer tirar das pessoas o direito de decidir o que é melhor pra si mesmo
    o pisicologo pode ajudar alguem a se acaitar gay mais alguem voltar a ser étero não?
    estes ativistas não querem privilégio pra classe a questão é pessoal mais eu acredito nos politicos
    isso é nosso direito e eles são inteligentes

  5. Everaldo Novaes disse:

    Há tanta coisa desumana, anti-família, impura, etc, etc, que se fosse feita uma consulta popular em todo o Brasil, esses parlamentares iriam entender o quanto estão astronomicamente distante dos verdadeiros anseios de seus eleitores. Talvez até entendam um pouco, mas e daí? Já estão eleitos. E o povo sofrido? Ah, o povo que continue alimentando novas expectativas para os próximos ou os mesmos devoradores de votos às custas de promessas de “verdadeiramente representar os interesses da nação”.

  6. Flavio disse:

    Na hora de se debater idéias para que a verdade surja que vemos os mentirosos fugirem, covardes e mentirosos que se apoiam e pesquisas fraudulentas de pedófilos como Kinsey. Ou em fabulas que procuram querer estabelecer fatos sem nunca serem ou terem sido constatadas ,tais mentiras como Gene Gay, ou que o ser humano nasça gay .Ser hetero é o normal que se espera de um ser humano o que sair disso com certeza não é normal e deve-se ter e garantir o direito dessa pessoa ser tratada caso ela queira.

  7. Rafael Ortiz Pineda disse:

    Há pessoas buscando e encontrando ajuda médica para mudar de sexo, por que negar a um homossexual esse mesmo direito se não quiser continuar homossexual? Conheço vários que lutam para sair dessa condição, esses devem ser ajudados.

  8. rogerio castro disse:

    DAVI NAO E DISTURBIO NAO A CIENCIA JA ASSEGUROU ISSO

  9. rogerio castro disse:

    ALCERIO HAHAH IM POR UMA CONDIÇAO QUE JA LHE PERTENCE ESSE PROJETO SERVE PARA O CONTRARIO POR NACABEÇA DA PESOA ATRAVES DE UM ASSEDIO RELIGIOSO QUE A PESSOA NAO E GAY O QUE NAO E VERDADE

  10. Oséas Almeida da Silva disse:

    É tempo de nos manisfestar como luz, e isso está acontecendo e incomodando quem quer manter-se nas trevas.

  11. Elieser disse:

    Interessante que mesmas pessoas que querem “incentivar e ajudar ” pessoas a resolverem seus conflitos pessoais aceitando esta orientação anti-natural não querem permitir que outros tantos
    que querem vencer este comportamento anti-biblico procurem ajuda dos mesmos psicologos
    e profissionais e também o apoio nas sagradas escrituras . Deus tenha misericórdia e toca nestes
    corações cauterizados pelo pecado….

  12. Rafael disse:

    Quanta intolerância e antidemocracia. A Resolução do CFP adverte para não prestar serviço não solicitado, mas se for solicitado ajuda e tratamento para este desvio psicológico, é claro que o Psicólogo, Psiquiatra ou qualquer profissional dá área ou qualquer cristão esclarecido podem e devem ajudar estas sensíveis criaturas de Deus.

  13. Wilson G Ferreira disse:

    Essim que fazem os cristofóbicos, gritam berram, fazem baderna e fogem por sete caminhos , porque eles não tem argumentos. Esse tal presidente do cfp tem que ver que esse conselho não está em um país de ditadura, é democrático e todos tem a liberdade de acordo com a carta magna, e que o códico do cfp não está acima da constituição.
    Alguem avisa pra esses ingnorantes que a Mrisa Lobo não pode curar a heteroxesualidade porque é natural o indivíduo sentir atração pelo sexo oposto.

  14. Alexandra disse:

    O mais absurdo é que se alguém procurar ajuda psicológica para mudar de sexo pode, agora deixar de ser gay não, sendo que não tem nenhum fato científico que comprovem que nasceu gay. Peço a todos aqui que não fiquem quietos, se os gays consegue as coisas na pressão nos precisamos nos manifestar. Não é o barulho dos maus que me assustam mas sim o silêncio dos bons.

 
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